10 Mar, 2020

Coronavírus: como prevenir a transmissão na restauração

Izirest

Ainda com pouca informação disponível sobre os modos de infecção deste vírus, já detectado em mais de 50 países, e presente em Portugal desde o início do mês de Março, deixamos 5 ações simples que os profissionais de restauração devem usar no seu dia-a-dia para prevenir e evitar a transmissão.

Em Dezembro de 2019, o Escritório Regional da OMS da China foi informado de um número elevado de infecções, de causa desconhecida, que causavam sintomas muito parecidos com os de uma pneumonia.

Já no início deste ano foi identificado um novo coronavírus - temporariamente denominado 2019-nCoV - como tendo sido o vírus causador, inclusive de alguns casos fatais.

Detectado na cidade de Wuhan, na China, este vírus pertencente à família Coronaviridae e pode provocar doenças que vão desde a constipação comum a doenças mais graves e que limitam a capacidade respiratória.

Os primeiros sintomas da infecção podem ocorrer 2 a 14 dias após a exposição ao vírus. E, não tendo antes sido identificado em humanos, os primeiros resultados indicam que esta nova estirpe se transmite pelo ar, através de gotículas de tosse ou espirros, contato pessoal próximo, como tocar ou apertar as mãos, tocar num local infectado pelo vírus e depois tocar a boca, nariz ou olhos sem lavar as mãos e, mais raramente, através de contaminação fecal.

Não existindo ainda uma vacina para proteção contra a infecção deste vírus, existem alguns cuidados que aplicados no dia-a-dia, em casa e principalmente em locais mais vulneráveis, como restaurantes, podem fazer a diferença para a não propagação deste vírus:


1. Desinfetar as mãos
Aumentar a frequência de vezes que os profissionais de restauração lavam as mãos, sempre que mudam de ambiente - principalmente em funções de atendimento ao público ou passagem entre objectos é imprescindível. Faça-o com água e sabão ou com um desinfetante para as mãos de base alcoólica.


2. Tenha atenção quando espirra ou tosse
Tenha sempre disponíveis lenços de papel, para si e para os seus clientes.
Ao tossir ou espirrar perto de outras pessoas ou em espaços fechados, faça-o tapando o nariz e a boca e direcionando o ar para o cotovelo ou para um lenço de papel, que deve ir para o lixo logo de seguida. Lave ou desinfete imediatamente as mãos e tenha o cuidado de o fazer com maior regularidade e com maior cuidado. Siga o mesmo procedimento se, durante o atendimento, se aperceber que o seu cliente espirra ou tosse com alguma frequência


3. Evite o contacto próximo
Deverá manter uma distância de segurança de pelo menos 1 metro e sugerir aos seus clientes o mesmo procedimento entre mesas.
Ninguém está livre de uma contaminação involuntária, caso comece a sentir-se constipado, entre em contacto com a linha Saúde 24 através do número 808 242424 e siga as indicações específicas que lhe derem.


4. Evite alimentos crus e garanta que os alimentos ficam bem cozinhados
O consumo de alimentos crus deve ser evitado. Para evitar a contaminação cruzada, durante a preparação de refeições, a carne crua, o leite e os órgãos dos animais devem ser manuseados com atenção e de acordo com o código de boas práticas de segurança alimentar existente para a restauração. A Izirest poderá ajudá-lo, se tiver dúvidas.


5. Proteja-se perto de animais
O novo coronavírus transmite-se através de animais vivos e, por isso, se trabalhar num estabelecimento onde possa haver contacto com animais ou principalmente em áreas onde hajam casos conhecidos, evite o contato sem proteção com os mesmos e/ou com superfícies que possam estar infectadas.


Tendo em conta que os restaurantes são locais onde existe uma grande concentração de pessoas, algumas das quais de países mais afectados por este vírus, garanta que estas regras básicas são cumpridas e pondere a aplicação de outras, como a disponibilização de desinfetante de mãos ou termómetro, a afixação de informação preventiva ou mesmo da linha telefónica de apoio.

Tenha presente que o papel dos estabelecimentos de restauração pode ser fundamental  na redução do risco de propagação do Coronavírus em Portugal mas continue a desempenhar a sua função, sem alarmismos e com a simpatia e hospitalidade de sempre  e tão comum ao povo e ao sector da restauração português.

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